Crítica de um Coach ao Cenário Brasileiro - Leia isto

Screenshot
Captured with Lightshot
Fala, meus queridos. Me chamo Guilherme Thompson, sou conhecido como Heye, sou Coach de LoL há mais de 2 anos e atualmente sou autor do [Escola de Invocadores](https://escola-de-invocadores.com.br/), site que criei no intuito de ajudar a comunidade a subir de Elo. Estou falando isso porque o que vem a seguir é um texto grande e um texto grande precisa ser justificado. Não sou leigo, não sou jornalista esportivo, não sou apenas um torcedor. Eu conheço o trabalho por dentro e sei de todas as dificuldades que o Brasil enfrenta, que não são suficientes para justificar o nível atual das equipes e que não condiz com o tamanho do cenário. Vamos lá, vamos falar dessa tristeza. Há alguns meses, eu fiquei bem feliz com o cenário Brasileiro. Houveram contratações de staff estrangeira, pela primeira vez o Brasil parecia estar investindo no lugar certo. A contratação mais certeira, provavelmente, veio por parte da Red Canids, que encontrou o Fayan "Gevous" Pertijs, um holandês gigante. E o cara era genial. Ele fez em alguns meses o que o Brasil vem tentando fazer com um time há uns 3 anos. Ele ensinou a Red a jogar o mapa. Eles tinham plano de jogo, comunicação limpa, jogadas bem acertadas, estavam jogando um jogo limpo. A Red não terminou o primeiro split como líder, perdeu algumas partidas, mas era, sem dúvidas, o melhor time do Brasil e eles provaram isso sendo campeões com facilidade. E muita gente creditou na conta dos jogadores. brTT e Tockers, melhores do Brasil. Agora eu te pergunto. Quem era Robo? Quem era Nappon? Quem era Yoda? Nunca foram abraçados pela comunidade como "melhores", mesmo sendo bons jogadores. Tockers idem. Apesar de carreira maravilhosa na INTZ, nunca tinha sido abraçado pela comunidade. O Geovus criou a Red que vocês vêem hoje. Mesmo não sendo mais o melhor time do Brasil, o que ela joga é sobra da linha que ele criou nesse time. Sem críticas ao Brokenshard, ele faz um bom trabalho, mas não está perto do Geovus. O holandês saiu da Red para treinar a Splyce, time da LCS EU, e no momento que escrevo o texto, a Splyce é a primeira colocada do grupo B, empada com H2K e UOL. [Classificação LCS EU](http://www.lolesports.com/en_US/eu-lcs/eu_2017_summer/standings/regular_season) @att a Splyce perdeu para a H2K e caiu para terceiro, ao menos por enquanto. **_ Pós Geovus, o que nós tivemos foi provavelmente a coisa mais inesperada possível. O Brasil teve dois times vindos da Challenger Series que colocaram abaixo toda a estrutura do CBLoL que estávamos acostumados. INTZ, Keyd, PaiN, CNB, Red? Não. Team One e Progaming foram os destaques das primeira semanas. E o mais curioso. Os times eram formados pelos esquecidos do CBLoL. Jogadores que não eram ninguém aos olhos do público foram para o topo. Brucer > Takeshi, Kami, Revolta, Tin? Eu não apostaria nisso. Essa guinada das equipes do Circuito Desafiante chamou atenção para duas coisas. 1º - Falta de jogadores não é o problema. 2º - O nível está baixo. Sempre colocaram um peso enorme no problema da falta de jogadores de alto nível no Brasil. Todo coach reclamava "Se tirarmos o Kami, quem nós vamos botar?". O Geovus tirou o Tockers para colocar o Yoda, o Mit tirou o Kami para botar o Rankin e hoje nós vemos o Brucer e Marf deixando o Takeshi jogar a Série de Promoção. Além disso, sempre creditaram o nível do jogo nas costas dos grandes jogadores. Revolta, o Deus brasileiro da Selva. Kami, Best Mid BR. Mas olha só, o nível dos jogadores não influenciou em nada quando a Keyd e a CNB foram postas para jogar a série de promoção. O motivo é simples. O problema não está no nível dos jogadores. Individualmente o Revolta provavelmente é o melhor Jungle e o Kami é provavelmente superior ao Brucer, mas isso não faz um time. O nível de jogo do Brasil, em equipe, está baixo. **_ Agora vamos falar um pouco sobre cenário brasileiro, cenário mundial e o nível de jogo. Existe uma diferença entre o tamanho do cenário e o nível de jogo das equipes, que as pessoas ignoram. O Brasil estar jogando muito ou pouco (em qualidade) não tem necessariamente a ver com o tamanho do cenário, apesar de normalmente as duas coisas andarem juntas. O cenário é composto pelo tamanho das organizações, o tamanho do investimento e o tamanho da base de fãs acompanhando. Claro que todas essas coisas andam de mãos dadas, mas se o nível de jogo fosse de _Madeira V_ e tivéssemos 10 milhões de jogadores acompanhando e milhões de reais sendo investidos nas equipes, o cenário seria gigante do mesmo jeito. Como ele é. O Brasil tem um dos maiores cenários competitivos de LoL do planeta, mesmo com esse baixo nível de jogo. Não é estranho que o brTT tenha quase 700mil curtidas no facebook. E isso é ótimo, quanto maior o cenário, mais ele cresce. Mais investimento, mais cobrança, maior nível de jogo, maior leque de equipes e jogadores, enfim, tudo é beneficiado pelo crescimento do cenário. Mas aí vem o problema do Brasil não estar subindo. O cenário fica estagnado. Pra que aumentar o nível de investimento se não há retorno? Com que motivo uma Guaraná Antártica da vida vai patrocinar um time de LoL se ele não vai fazer por merecer, não vai chegar num mundial? Por que a Claro iria patrocinar um time se ele não vai chegar lá? Até que ponto vale investir nesse mercado? Essas são perguntas importantes a se fazer. O cenário não está estagnado, ainda, mas se continuar assim, pode vir a ser o futuro do _Brazil_. Nós não estamos muito atrás do nível mundial. Temos uma base de fãs apaixonadíssima que acaba com ingressos em minutos, torce fervorosamente e ainda se apoia em campeonatos mundiais. Os fãs da paiN torcem pra INTZ e vice-versa, se for necessário. O que nos falta, é só resultado. **_ E essa é a parte que você deve estar querendo ler. _Qual o motivo de tudo isso?_ A galera vem falando do formato do CBLoL, do Ego dos Jogadores _"jogador tem ego frágil"_, vem pondo a culpa na base de jogadores, na staff, etc. Primeiro, vamos parar de apontar dedos. Você não tem dedos o suficiente e eu vou te contar um segredo. Isso não faz diferença. Conhece a Taipei Assassins? Se você for na loja e procurar por Skins do Dr. Mundo, vai achar uma dele segurando uma taça. A TPA venceu o campeonato mundial da Season 2 em cima da favoritíssima Azubu Frost. Eles não eram de uma grande região, não eram favoritos, mas foram lá e jogaram, fizeram com que o mundo se calasse quando viraram a série e terminaram 3 a 1 na MD5 em cima dos gigantes de gelo. [Pequena homenagem da Riot na música Ignite - Zedd](https://youtu.be/Zasx9hjo4WY?t=35s) Hoje Taiwan é considerado uma região Major, mas nem sempre foi assim. A TPA foi o único representante de Taiwan daquele ano. Nunca mais tiveram esse resultado, o crescimento coreano foi muito maior, mas ainda são uma das 5 maiores regiões do mundo e brigam diretamente com China e Coreia. O problema do Brasil não é tão simplesmente o formato de jogo, a falta de jogadores de alto nível, a soloQ, o Ego, etc. É um problema cultural. O Brasil treina pra entrar derrotado e sair com experiência no cenário mundial. "Ah, mas a paiN venceu dois jogos no mundial." "A INTZ venceu a EDG." "A Kabum desclassificou a Alliance.". SIM! Sabe por que essas coisas acontecem? Porque esses times ignoram os times brasileiros ao ponto de que nem treino conseguimos marcar em campeonatos de alto nível. Temos que treinar com time que não foram classificados da região, às vezes até com times da Challanger Series. Isso se dermos sorte de não estarem de férias. Mas é claro, eu não tiro o mérito dessas vitórias. Vibrei em todas, afinal sou brasileiro. E esse é o erro. Nos contentamos com migalhas. Todos aqueles problemas são reais, mas eu vou contar outro segredo. Mesmo que consertássemos todos eles, o Brasil continuaria sendo o que é. Um patinho feio no cenário mundial. **_ Vamos lá. A Team One não se classificou para os play offs sendo um grande time. As grandes qualidades da Team One são tão básicas que qualquer time do CBLoL deveria ser capaz de executar. Eles entendem as condições de vitória, executam o plano de jogo e punem erros. Eles não são um time com um senso de rotação absurdo como o das equipes coreanas. Eles não tem um senso de TF incrível como a Origen tinha. Eles não tem um controle de visão magnífico como nas equipes orientais. Eles não tem um senso de troca de objetivos desconsertante como a C9 nos seus primeiros anos. Eles não são nada demais. Trazendo para a realidade da maioria das pessoas, é como se eles pickassem Vayne e ficassem farmando até os 40mins e só depois aceitassem lutar, enquanto as outras equipes do Brasil brigariam de 5 em 5 mins. Não estou querendo desmerecer a Team One, o trabalho deles foi incrível, mas eles só fizeram o básico que se espera de uma equipe de alto nível. Enquanto a Red, um dos maiores times BR faz aquele Show de horrores para vencer a TSHOW. A Progaming, outro time que estava bem, mostrou na reta final como era time ainda frágil, perdendo um jogo simples para a CNB, unicamente pelo fator emocional. Não desmerecendo a CNB, mas a Progaming jogou abaixo do que vinha fazendo. Enfim, os times que se destacaram e cresceram esse ano, não cresceram por ser grandes times. E sim por saberem fazer o "arroz com feijão" melhor que os outros. **_ OK, mas então, onde está o verdadeiro problema e como melhorar? E o que nós, comunidade, podemos fazer para ajudar? Não sei se você vai lembrar, mas em 2013, antes da copa do mundo, tivemos a Copa das Confederações. Nela, o Taiti, um país bem pequeno e sem nenhum cultura do futebol, que levou a maior goleada da história de uma grande competição, saiu agradecendo a hospitalidade do Brasil e muito felizes por terem marcado 1 (um) gol. Mesmo tendo levado 24. Nesse momento nós somos o Taiti. Com a diferença de que temos um traço cultural forte nos E-Sports. Desde jogos como o Grand Chase o Brasil se destaca, sempre chegávamos às finais mundiais. Hoje com CS temos algumas das melhores equipes do mundo. Não somos inexistentes nos E-Sports. Mas no LoL, agimos como se não fôssemos ninguém. Como se não fosse obrigação representar e ganhar. Quase perdemos para regiões muito menores, como LAS e LAN. O Brasil, como um todo, não retrocedeu. Mas com a saída do Geovus a Red caiu, a INTZ assumiu a ponta, mas o nível de jogo, não subiu. Pelo contrário, parece que quase todas as equipes caíram de nível e nenhuma delas está estável. Se fossemos medir como em um termômetro o limite da capacidade de cada região, enquanto a Coreia está jogando em 42ºC, o Brasil está preso nos 36 ºC e fica flutuando abaixo dele. As equipes brasileiras, hoje, não jogam para se tornar as melhores do mundo. Jogam para *tentar* aparacer em um mundial. E enquanto for assim, só vamos *tentar* não fazer vergonha e ser aquela equipe que tira um jogo de uma grande equipe. Precisamos botar na cabeça, que, por mais que seja emocionante, fazer 1-5 e eliminar a Alliance não é uma boa campanha. Ganhar 2-4 também não. Se for para perder, temos que perder jogando o jogo. Jogando com chance de vitória. Tenho certeza que Marines saiu muito mais satisfeita do MSI do que a Kabum do mundial. **O grande erro é:** nossos times jogam achando que não tem obrigação de vencer, porque a simples representação já é suficiente. Não, estar no mundial não é suficiente. **A solução é:** mudar essa postura. Somos uma grande região, temos base para isso. Precisamos cobrar uma mudança de mentalidade dos nossos jogadores e organizações. Eles podem mais. **Como a comunidade pode ajudar?** Simples, precisamos cobrar uma mudança. Precisamos cobrar mais resultados, não só apontar erros. Temos que incentivar as mudanças, temos que apoiar as organizações na hora que eles forem para cima e cobrar os resultados. Nossos jogadores tem que saber que não estamos satisfeitos com o que está acontecendo agora. É ir ao Twitter e marcar os jogadores, donos de organização, coachs e cobrar. Não xingar, mas exigir melhoras. Nós merecemos melhoras. É fazer campanha no Facebook, criar hashtags, exigir mais. **Uma coisa sobre o cenário é:** sem base de fãs, não existe cenário. Nós comandamos o cenário. Mas para isso precisamos estar juntos. Chega de passar vergonha no cenário mundial. Vamos exigir mudanças e apoiar as boas atitudes. Vamos reconhecer os acertos. A contratação do Geovus, o investimento em staff, vamos cobrar os nossos jogadores. Eles precisam saber que não é suficiente, que não vamos ficar contentes com uma única vitória no mundial. As regiões de Wildcard estão mostrando que podem sim tirar jogos de grandes regiões. A Albus Nox se classificou para os play offs do mundial, a Marines deu um show a parte jogando de uma maneira completamente diferente do que estávamos a acostumados e, por detalhes, não foi um dos times mais vitoriosos do MSI. Lembrem, a Marines quase "eliminou" a campeã da LCS NA, TSM. Enquanto isso, o Brasil perdeu para a equipe que foi stompada pela Marines, a Supermassive. **_ Enfim, pessoal. Eu sou coach, eu sei a dureza que é treinar um time, mas no Brasil nós temos investimento o suficiente para melhorar o nível. Estamos muito próximos do NA, por exemplo. As equipes mudam de Gaming House para dar conforto aos jogadores, temos equipes com psicólogos, analistas e analistas, coachs, coachs auxiliares e parece que todos jogam pelo mesmo motivo. Vencer o CBLoL e representar o Brasil lá fora. Pena que ser representado perdendo tudo não é suficiente. Eu gostaria de olhar para uma equipe brasileira e poder dizer que vejo neles a mesma dedicação, frustração e comprometimento que vemos em equipes como SKT, KT e SSG. Ou mesmo equipes como TSM, G2 e Fanatic. No entanto, tem que começar por nós. Se nós sonharmos, se nós incentivarmos, se nós cobrarmos, vamos estar mais próximos de conseguir. Nós precisamos nos indignar mais. Não podemos nos satisfazer com pouco. Vamos cobrar uma mudança de hábitos, vamos cobrar um nível de jogo decente. Vamos cobrar equipes que vão pra cima, sem medo. Equipes que jogam o jogo. Vamos lá. E depois vamos incentivar quando precisarem de incentivo. Vamos deixar claro que vencer uma partida no mundial não é suficiente. Queremos sentir o gosto de uma final. É improvável? Sim, mas não impossível. Se a SK faz no CS, podemos fazer no LoL. Bom, eu definitivamente não tenho forças para lançar uma campanha ou hashtag, mas se tivesse seria algo como #RespeitemaNossaHistória. Temos história demais nos e-Sports para passar essa vergonha em nível mundial. Nossos jogadores precisam entender que o atual não é suficiente. Bom, não teremos um grande alcance aqui do fórum, então cobrem nas redes sociais, Facebook, Twitter, etc. Marquem os jogadores, streamers, propaguem a mensagem, queremos mais do Brasil e nós acreditamos nos nossos jogadores. Eles podem mais. As organizações podem mais. Nós podemos mais. Então vamos fazer por onde. Nós merecemos mais. Por fim, se você leu até aqui, obrigado. Foi uma longa mensagem, mas uma visão de alguém que sabe o auê que é o cenário brasileiro. Não é fácil, mesmo sendo uma grande região, somos bagunçados, temos nossos problemas estruturais na SoloQ, temos problemas estruturais do próprio Brasil, enfim. Muitas coisas. Mas queremos ser bem representados e não apanhar como cachorro morto. Se for para perder, vamos perder direito. Podemos ao menos cair batendo. Um abraço e **deixa um Up** aí para mais gente ver e, quem sabe, ler e tentar mudar um pouco do nosso querido BR. _Heye_ _#RespeitemaNossaHistória_ @Edit Falaram para fazer uma publicação no Reddit, então eu fiz lá. Pra quem quiser conferir, segue o Link: [Publicação no Reddit](https://goo.gl/EEAH5k) Se quiser, deixa um up lá tbm :). @Edit2 Aparentemente a publicação teve uma repercussão enorme, coisa muito inesperada, até pra mim. E alcançou alguns ouvidos. Há algumas horas eu conversei com Peter Dun, Head Coach da INTZ e resolvi fazer esse edit para acrescentar algumas coisas pertinentes que foram levantadas durante a conversa. Acho que vale a pena ressaltar. Antes de começar, quero explicar a pauta da conversa. Ele veio falar comigo sobre alguns problemas que enfrentam quando se trata da optimização do trabalho no Brasil. Ou seja, o motivo pelo qual não melhoramos. Eu vou falar aqui um resumo e talvez faça uma publicação a parte, mas é importante deixar claro que o texto abaixo sai da minha boca e não da dele. Foi o que eu entendi e aproveitei da conversa. Não coloquem essas palavras na boca do Peter. E lá vamos nós de novo. **1º - Dinheiro** O Brasil tem dificuldade para arcar com os custos de grandes contratações, seja de jogadores ou de staff. E, por isso, poucos nomes internacionais estão dispostos a vir para o Brasil. **2º - Fenômeno ANX e GAM** Tanto a Albus Nox quanto a Marines eram times com estilos de jogo extremamente agressivos e, como sabemos, isso é faca de dois gumes. Pode dar muito certo ou muito errado. Eu tenho que ser sincero em dizer que não acompanhei o desenvolvimento dos times antes ou depois dos campeonatos em que brilharam, mas não me sinto confortável em dizer que é uma estratégia que só dá certo em um campeonato. Claramente as campanhas tanto de uma quanto de outra não foram excepcionais, mas eu diria muito além do esperado e muito satisfatória para as regiões. O verdadeiro ponto é o quanto o Brasil esteve atrás desses times. Posso deixar um questionamento aqui que vale a pena. É inocência deles criar um estilo de jogo que se autodestrói após algum tempo, mas conseguir bons resultados em campeonatos grandes, ou inocência nossa tentar jogar com riscos baixos e um estilo seguro para gerar resultados a longo prazo e nos contentar com o mediano? Sinceramente, não sei. Se esse longo prazo gerar uma SKT, vale, mas tenho a impressão de que isso não vai acontecer por conta do item 1. Com resultados bons chamaríamos mais atenção e quem sabe mais investimentos para área. Mas é uma boa questão. **3º - As coisas boas do BR.** Quero dar uma ressaltada nos pontos em que o Brasil mais evoluiu nos últimos anos. O primeiro mento foi com Winged, Suno, Lactea e Olleh. Os KR que vieram para o Brasil e fizeram história. Pain e Keyd montaram times que estavam brilhando e subiram muito o nível do cenário. Após acredito que o reinado da Pain chegando 15/0 para o mundial foi o momento de maior relevância. Eles estavam jogando bem, tiveram partidas competitivas no mundial (sim, tiveram), mas perderam em erros bobos, erros de comunicação, sincronia, falta de decisão. Basicamente, parecia nervosismo. No entanto, a experiência deles pareceu contar bastante. Após isso tivemos o reinado INTZ. Yang, Revolta, Tockers, Micão e Jockster foram a melhor line que o Brasil já viu e nós aprendemos muito com eles. Subiram o nível. A Line invicta. E, por fim, a Red no último split. Excluso a Red, que aparentemente não teve tanto impacto, todos esses times ajudaram a subir o nível. **4º - O duo do amor** É o seguinte. O texto realmente carecia de uma solução que fosse apresentada às organizações, e eu vou dar uma opinião sobre o que pode ou não pode ser feito. **Todos pelo BR** Não é para haver cisão entre os times BR. A ideia é que joguemos como uma região que quer evoluir. Se todos os times se ajudarem, o nível de jogo geral, sobe. Por exemplo, eu tenho um time melhor em Rotação, outro melhor em TF, outro melhor em Draft e outro em controle de visão. Sozinhos não são nada demais, mas se essas características forem combinadas, criasse um megazord. Brincadeira, criasse um time. O Peter me disse que a INTZ tinha o costume de tomar essa atitude, então que não só a INTZ não pare, como também o resto das equipes se adeque. Se sozinhos não somos nada, juntos podemos crescer. Então, esse é o meu conselho para as organizações. Mais abertura. Não vamos condensar o conteúdo, vamos espalhar. e por fim: **5º - O Mindset** Eu quero ressaltar uma coisa. Eu não critiquei o fato do Brasil querer vencer e se destacar, o ponto não é esse. A questão é a visão de underdog. Se sempre nos portamos como Undergod, sempre vamos ser Underdog. Precisamos nos cobrar respeito. Internamente. Porque todos nós temos essa atitude, enquanto comunidade, jogador, staff, etc. Não importa. Como eu disse, é cultural. Precisamos mudar internamente. Enfim, a corrente continua. Queremos mais, precisamos correr atrás, cobrar mais, incentivar mais, torcer mais e apoiar. Em tudo o que for possível. Nós somos a alma, a comunidade é a alma, então vamos lá, vamos botar pra frente. Merecemos mais, então vamos fazer por onde. Dificuldade nunca foi desculpa pra brasileiro. Quando é fácil é porque tem algo errado. Temos capacidade. Acho que foi isso. **Fim!**
Compartilhar
Reportar como:
Ofensivo Spam Mau comportamento Fórum incorreto
Cancelar